A Jacobina real,a utópica e a possível

Foto: Divulgação 

Há décadas nossa urbe grita por uma insuspeita e capaz administração. Agregam-se a este clamor desde a outrora burguesia até os ditos pensadores intelectuais,não sem antes passar por profissionais liberais sempre dispostos a outorgar seu cunho participativo

O início do plantio das sementes do que seria uma excelência em gestão,é realizado somente as vésperas de uma nova eleição,suprimindo o bom debate para a construção dos pilares básicos de um plausível governo ,em favor da luta ferrenha em busca de votos,penso que para se galgar uma virtuosa gestão,esta deveria ser alicerçada em quatro princípios:planejamento,coesão político gerencial,credibilidade e liderança,prescindir de uma dessas alavancas é atirar-se no precipício antecipadamente

Para se trilhar esse caminho e vislumbrar uma excelência gerencial é preciso,na cidade do ouro,ter coragem para investir no desapego do poder pelo poder,é abnegar-se de agrupamentos políticos no anseio singular de vencer eleicões,é aventurar-se no caminho obstaculoso de romper paradigmas,ir de encontros a históricas e improfícuas richas.Há no entanto,a certeza de que,nesse jogo,interesses arcaicos e pessoais seriam contrariados,ESTE PREÇO HÁ DE SER PAGO E É CARO

Permito- me entretanto, sonhar com a factibilidade deste processo,penso ser possível sim superar as dificuldades expostas

O momento atual não aceita cortes,partilhas,mas exige uma fusão de idéias e ideais. Que a sociedade como um todo, enfim se una em torno de um princípio,de uma chama ,de um projeto novo e audacioso.Vou inclusive no caminho inverso daqueles que criticam o profissional médico como prefeito.Argumento maior não pode haver,senão relembrar os tempos áureos de meu primo Carlito Daltro,exemplo quase unânime de amor ,abnegação e ,comprometimento com sua/nossa cidade. Carlitão particularizou-se por realizar sonhos impossíveis e até hoje,é citado por sua obra física e exemplo de ética e honradez

O retrato do orçamento participativo,onde a sociedade previamente orienta,exige mas também compartilha do ônus e bônus do gerenciamento de nossas receitas e gastos,deve sim estar no caderno daqueles que julgam capazes de nos liderar

Jamais esquecer a Democracia,estar perenemente aberto ao clamor popular,corrigindo possíveis desvios mas presente intelectual e fisicamente em cada recôndito de nossa cidade,se mostra racional,equilibrado e trará inequivocadamente a segurança política tão imprescindível

Planejamento,porque sem ele as realizações serão ,ou impossíveis ou estéreis,e Credibilidade para que a tão sonhada parceria com os cidadãos e o empresariado seja inquebrantável e a prosperidade uma convicção, são notórios calcanhares de Aquiles nesta possível gestão

As reflexões atuais podem e devem nortear,tal qual um bússola, a meta a ser alcançada,o destino final será traçado por qual opção forjarmos agora

Um sonho compartilhado é mais consistente e realizável,apenas uma grande revolução social permitirá que vivenciemos este peculiar e tangencível momento,as futuras gerações de Jacobina nos seriam eternamente gratos por tão difícil mas necessária mudança.

João Cleber Coutinho Pires é medico cirurgião com especialidade em Urologia

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