Leopoldo tenta dar a volta por cima e ensaia candidatura

Foto: Divulgação 

Jacobina: Leopoldo Passos trabalha nos bastidores para voltar ao comando do executivo municipal 

(Por Maurício Dias – radialista e diretor do blog Cidadão do Povo) – Depois de amargar longas primaveras de castigo imposto pelas urnas e pela Justiça Eleitoral, que lhes condenou a manter distância como titular da caneta oficial em Jacobina, Leopoldo Passos (PSD) ensaia uma volta aos palanques bem ao seu estilo “mineirinho”, do tipo: sem querer, querendo. Na surdina, mantém encontros com o senador Otto Alencar (PSD), um dos poucos expoentes e influentes políticos baianos que lhe restou e ainda o conforta nos momentos de ansiedade pre-eleitoral.

Preocupado em colocar a “casa” em ordem – uma vez que a clausura dos últimos anos provocou esvaziamento e defecções em seu grupo -, Passos também se mostra envolvido numa tarefa emergencial de atualizar as pendências jurídicas e cartorárias de sua nova legenda, o PSD, já que o tempo urge e os prazos são extremamente curtos para atualização das exigências legais ante as eleições que se avizinham. Pelo visto, o partido ainda precisa resolver pendências para se credenciar às eleições vindouras. Mas nada que uma boa assessoria não resolva.

Outros aspectos que incomodam bastante o velho ex-alcaide é o fato da dispersão e das possíveis alternativas para 2016 em Jacobina. Para sentir como anda o termômetro das ruas em relação o seu nome, Leopoldo Passos colocou seu séquito para propagar a disposição em concorrer ao pleito eleitoral do ano que vem. Anda animado com o que ouviu dos interlocutores, porém sabe estar posicionado entre os nomes que detém acentuada rejeição junto à população. Para levar a cabo seu projeto, espera conhecer os nomes definitivos à eleição municipal, pois não faz parte dos seus planos se sujeitar a uma eminente derrota.

No horizonte das alianças, LP não tem o nome do petista Amauri Teixeira em sua caderneta, aliás o ex-deputado federal nunca fez parte dessa proposta. Leopoldo e Amauri, opostos até mesmo no temperamento, faz com que Cícero Monteiro seja uma opção mais degustável a eventuais negociações futuras, o que passaria por costuras mais complexas, exigindo maior distanciamento nas relações com a velha guarda do PT local, aquela cujos discursos virulentos do passado se encarregou de torna-los uma espécie de “água e óleo”. Passos só não espera que apareça no cenário uma quarta força política capaz de se transformar em sensação eleitoral. Para isso, já teria colocado até uma ferradura atrás da porta e um pé-de-coelho no bolso.

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