Melquinho Multa. De novo (Ou: Caminhões não levitam, estúpido!)

Por Angel Rosa

O Governo Federal está implorando às empresas brasileiras para que  não demitam funcionários tal o tamanho da crise que bate à porta de brasileiros e brasileiras, como diria com voz fanhosa aquele ex-presidente maranhense em tempo pretérito um pouco parecido com o atual, devido a bagunça econômica.

Quer o governo atual que empresas não demitam mediante a oferta de uma compensação salarial aos funcionários. As empresas apenas reduziriam a carga horária.

Esse esforço nacional pela preservação do trabalho parece não encontrar eco em Jacobina, pelo menos entre os pupilos do senhor Melquinho Multa, tal a sanha desses indivíduos em criar dificuldades às pessoas que apenas querem tocar as suas vidas trabalhando decentemente.

Já relatei antes que fui multado um TRIBILHÃO de vezes pelos mais diversos motivos. Hoje, 21 de julho de 2015, o fui novamente, só que agora por estar parado em uma vaga de CARGA e DESCARGA, na rua Manoel Novais, com o caminhão de LED usado para veiculação publicitária.

E aqui explico a referência feita ao governo nacional na luta pela preservação do emprego. É que enquanto lá se quer manter, aqui um bando de estúpidos resolve por força de multa prejudicar o TRABALHO de quem quer apenas… TRABALHAR!

Beócios mantidos às expensas públicas para morder a mão que os alimenta. Como sabe a maioria, eu participei deste governo, participei antes na campanha, ainda o apoio, embora acredite que governos só valorizem apoios quando os perde. Quis sair do governo municipal, função que exercí na cadeira de Comunicação, por achar que não possuía perfil para a função, que exige um certo contorcionismo político e paciência que, definitivamente ,às vezes para meu desgosto, não possuo.

Apesar de saber que empreender no Brasil seja custoso, penoso, sofrido, carrego em mim a alma de empreendedor, ou pelo menos penso que carrego. Daí que dei, com muita dificuldade, seguimento a esse desejo. Adquirí o primeiro LED, em parcelas quase imperecíveis, e agora conseguí sob locação temporária um segundo, móvel, em cima de um caminhão.

Meu desejo? Trabalhar. Só trabalhar. Produzir. Só produzir. Não estou sendo um peso morto numa função pública para qual não sou talhado. Exercê-la apenas pelo salário me incomoda. E saí, para o bem de todos.

O que um empreendedor espera de qualquer governo não é nem ajuda, embora eu tenha (e agradeço) a publicidade da prefeitura nos telões. O empreendedor espera ansiosamente que, ao fazer qualquer investimento, vencendo as piores adversidades, sob inenarrável dificuldade, o governo apenas não o ATRAPALHE. Simples assim.

E eu não estou tendo essa sorte. Embora tendo o apoio do comércio local, de entidades do comércio, de empresários, embora obtendo encorajamento constante das pessoas, vejo, pasmo, que um membro do segundo ou terceiro escalão da prefeitura, o diretor de um órgão sem expressão, resolve me escolher para cristo, fato que apenas se explicaria pela deprimente característica desse diretor de se comportar COMO UM LEÃO DIANTE DE CORDEIROS E COMO CORDEIRO DIANTE DE LEÕES. Este jovem pero no mucho, é o mesmo que, quando precisa enviar ofício ao prefeito, o faz quase num cochicho, de forma submissa, pedindo licença para se dirigir à “augusta” presença do alcaide; ele é o mesmo jovem que teria supostamente feito uma senhora, que foi-lhe solicitar uma gentileza, chorar copiosamente, humilhada diante do “augusto” diretor de nariz empertigado. Estava presente um membro da mais estrita confiança do governo municipal, ao qual ele também teria se dirigido de forma grosseira.

É compreensível que ele não saiba quanto custa empreender num País que extorque a cada dia quem produz. Ele é pago para resolver o trânsito, mas o que fez? Uma maquiagem tosca nas ruas centrais da cidade. Como pode ser celebrado um rapaz que o grande feito foi ter espantado a confusão do trânsito das ruas centrais para ruas adjacentes? As ruas que beiram as principais avenidas têm trânsito indiano! Um exemplo? A rua São Salvador agora parece estrada vicinal, no sentido de que só passa um carro por vez, já que dos dois lados existe carros estacionados, carros que fogem como o diabo da cruz do pagamento de estacionamento no centro, criação do “jênio” do trânsito jacobinense. Os cruzamentos das ruas do centro que não possuem semáforos são uma confusão! Por que o tal “jênio” não se concentra na solução destes problemas?

Não, isso ele não quer, o que quer obsessivamente é cobrar e cobrar, multar e multar. Quer agora cobrar também de motos. Breve, talvez, de bicicletas, carroças, carros de mão, de transeuntes?

O guardinha hoje disse as pessoas revoltadas que estavam no local, que eu não poderia parar um CAMINHÃO numa vaga de CARGA e DESCARGA. Já me informei e me disseram que também não posso parar em vagas de carros pequenos. Paro onde, então?

É um CAMINHÃO , estúpido. E caminhões não levitam…

Angel Rosa é radialista

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