Situação critica aflige as comunidades de Jabuticaba, Olhos D’água e Jenipapo

A imagem pode conter: planta e atividades ao ar livre

Por Léo Amorim  em 05/01/2017
Mesmo após denúncias protocoladas junto ao Ministério Publico, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e INEMA, sobre a criação ilegal de gado em áreas de APPs, na comunidade de Jabuticaba, nesse município, e sem haver nenhuma resposta, posicionamento ou ação por parte dessas instituições. Hoje, lamentamos informar, que o fornecimento de água por gravidade, foi provisoriamente suspenso para as comunidades supracitadas, devido ao trabalho de remoção de um cadáver de bovino, já em avançado estado de decomposição dentro do rio que abastece essas comunidades. Como o nível da água está baixo, serão necessários alguns dias para que a limpeza natural ocorra.

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Dessa forma, a situação que já era critica para as comunidades de Jenipapo e Olhos D’água, por causa da constante escassez de água naquela região, agora também passa a ser um transtorno para a comunidade de Jabuticaba, uma vez que não poderá momentaneamente fazer uso dessa água, por estar fétida, e existir o risco eminente de contaminação, pois além dos muitos urubus que disputavam esse verdadeiro “banquete” no local, a causa da morte do animal também é desconhecida.
Segundo informações de populares, hoje existem mais de 200 cabeças de gado sendo criadas no alto das serras. Vale salientar, que nesses locais estão concentradas diversas nascentes. Inclusive as que formam os Rios Itapicuruzinho, do Cuia e do Almoço. E, segundo a Constituição Brasileira, no seu Art. 255, e § 3º, devem ser protegidas.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre e naturezaA concentração desses animais nessas Áreas de Proteção Permanente, está destruindo a mata ciliar, assoreando e contaminando essas nascentes. Se providências urgentes não forem tomadas, essas nascentes, assim como outras, também deixarão de existir.
Quer seja por baixo, através do monitoramento e fiscalização da exploração mineral, ou por cima através do controle de práticas irregulares e clandestinas. Precisamos realmente de ações efetivas, eficazes e imediatas. Para no mínimo, termos a dignidade de dizer, que nós, fizemos a nossa parte e deixamos uma singela contribuição para as futuras gerações.

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