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Afonso Costa defendeu o bicentenário de Jacobina em 5 de agosto

Escritor jacobinense Afonso Costa

O município de Jacobina volta a debater a revisão da data da sua fundação.  Atualmente, seguindo a lei provincial de 28 de julho de 1880, a cidade estaria no 139º aniversário de emancipação, mas essa data vem sendo questionada há muitos anos.

Em 1920, por exemplo,  o ilustre escritor jacobinense Afonso Costa propôs que o município fizesse a comemoração do seu bicentenário no dia 5 de agosto daquele ano.

Para Afonso Costa, foi no dia 5 de agosto de 1720, que o então rei de Portugal, D. João V, autorizou por meio de decreto ao vice-rei no Brasil, Vasco Fernandes César de Menezes, a instalação da Vila de Jacobina, que naquela época funcionava como a sede uma vasta região.

A ideia de Afonso Costa não foi levada à frente, mas, em 1922, o Coronel Chico Rocha conseguiu o apoio  da Câmara Municipal, sendo reconhecido o dia 24 de junho, quando aconteceu a instalação da Vila 1722, como a data efetiva do aniversário da cidade.

Naquela data, dia 24 de junho de 1922, os jacobinenses realizaram uma grande festa para o comemorar o bicentenário da Cidade do Ouro.

Os festejos do bicentenário Jacobina foi notícia de capa no Jornal Correio do Sertão, da cidade de Morro do Chapéu, que ainda mantém nos seus arquivos esta histórica edição.

Sobre Afonso Costa – Nasceu na Palmeirinha, no município de Jacobina, em 2 de agosto de 1885 e faleceu no Rio de Janeiro em 30 de dezembro de 1955. Funcionário público federal, transferiu-se em 1923 para o Rio de Janeiro, trabalhando no setor de contabilidade do ministério da Educação e Saúde desde a sua criação. Dedicado aos estudos históricos e genealógicos, manteve intensa colaboração nos jornais O Comércio, A Situação e A Bandeira. Criticava, às vezes com muita acrimônia, os estudos genealógicos de frei Jaboatão. Pertenceu à Academia Baiana de Letras, à Academia Carioca de Letras, de qual foi varias vezes presidente. Em 13 de maio de 1947, foi eleito sócio efetivo do IHGB. Publicou: Almachio Diniz no seu Decênio Literário, 1913 – As Minas de Prata de Robério Dias à Luz da Critica Moderna, 1915 – Parnaso Brasileiro: Cem Poetas Contemporâneos, s/d – À Sombra da Arte e à Luz da História, 1923 – Ensaios sobre o Município de Jacobina.

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