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Com candidatura impugnado no PED, Kátia Alves diz que mantém-se na disputa pela prefeitura de Jacobina

Em nota divulgada nesta terça-feira (27.08), a enfermeira Kátia Alves comenta a decisão da Comissão Estadual do Processo de Eleições Diretas (PED), que impugnou  sua candidatura à presidência do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Jacobina (veja matéria aqui).

Numa longa nota, Kátia Alves, que é a atual diretora do Núcleo Regional de Saúde do Centro Norte, afirma ser alvo de “intrigas e machismos dentro do partido, desde 2018, período de eleições federais e estaduais”, acrescentando que “permanece com a sua pré-candidatura à prefeitura de Jacobina”.

No texto, Kátia Alves faz críticas ao Diretório Municipal do PT de Jacobina, afirmando que o partido “parece ter donos”,  ao resolver “apoiar um nome não jacobinense para as eleições estaduais, sem as devidas discussões internas”, numa referência ao grupo liderado pelo ex-deputado federal Amauri Teixeira que, na eleição passada, apoiou o deputado estadual Marcelino Galo, preterindo o nome Kátia, que também disputou uma vaga à ALBA.

Mesmo com a candidatura impugnada, Kátia Alves afirma que irá continuar na disputa pelo comando do PT de Jacobina. “Continuaremos com a nossa chapa RENOVA PT 440 na Estadual e “MUDA PT” na municipal, ainda em recurso, com Gilberto Modesto, Luciano Vieira e todas as companheiras e companheiros por quem tenho um grande respeito e apreço”, diz a nota.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Kátia Aves:

Recebi ontem a notícia da impugnação da chapa “Muda PT”, na qual estive candidata à Presidência do Partido dos Trabalhadores, na cidade de Jacobina, ao lado do companheiro candidato à vice Gilberto Modesto e Luciano Vieira (da Imagem). Soube da tal impugnação da mesma forma que todas e todos vocês: através de um blog de notícias da cidade, mas permaneço com minha pré-candidatura a prefeita de Jacobina. Diante do exposto e de tamanha indignação, mas não surpresa, é meu dever comunicar à população o processo de boicotes, invisibilização, intrigas e machismos sobre o qual fui submetida dentro do partido, desde 2018, período de eleições federais e estaduais, ou desde sempre.

Acreditando, assim como todas e todos vocês, que para a nossa região, urge a necessidade de uma representação estadual, comuniquei ao partido a minha decisão de cumprir com meu dever de cidadã, comprometida com a cidade da qual sou filha e com o partido, ao qual sou filiada há 8 anos, de me candidatar à Deputada Estadual. Meu trabalho nas áreas da saúde, meio ambiente e mobilização social, realizados em Jacobina e região ao longo destes anos e o reconhecimento e gratidão da população para comigo, principalmente, recentemente, pela conquista da POLICLÍNICA, me fizeram crer que, politicamente, eu posso fazer muito mais pelo nosso povo. Recebi o apoio da população e o respeito e consideração do Governador Rui Costa, seu chefe de gabinete Cícero Monteiro e Dr. Fábio Vilas Boas, devido ao meu trabalho  desenvolvido, na secretaria da saúde do Estado nestes 9 anos, como coordenadora do Núcleo Regional de Saúde, antiga Dires, exercendo a função de funcionária do povo.

Mas o Partido dos Trabalhadores de Jacobina, que parece ter donos, fingindo não reconhecer toda minha luta política e técnica e dando as costas para a cidade, resolveu apoiar um nome não jacobinense para as eleições estaduais, sem as devidas discussões internas. Eu jamais aceitaria calada que influências externas controlassem nosso processo eleitoral e por isso questionei, fui contra, pelo respeito que devemos ter pela nossa população, por pensar sempre sobre as melhores opções para a coletividade e não para satisfazer interesses individuais. Como nunca fui de baixar a cabeça diante de situações antidemocráticas, segui com a minha luta com o povo, mesmo invisibilizada dentro do Partido a que tanto me dediquei. E a cidade de Jacobina me deu a segunda maior votação para Deputada e a primeira do partido

Após essa eleição, eu senti, mais do que nunca, a responsabilidade política de continuar lutando pelo bem comum.  Ainda creio na força da política e seu poder de transformação da realidade social. Acredito que é através da política, sobretudo a de base, que colocaremos fim nas desigualdades, opressões e exclusões sociais, raciais e de gênero que acometem mulheres, crianças e homens, por todo nosso país. Mas essa mudança só ocorre, se ela for conduzida por gente que acredita nesse poder de transformação, por gente que faz política com amor e honestidade.

 E foi com esse pensamento que decidimos, em reunião do diretório, pela minha candidatura à Presidência do Partido, através da chapa Muda PT, apresentada naquele dia. Não houve nenhum registro de comissão eleitoral municipal, porque não temos senhas dos sistemas para acessar os dados, já que a elas, só têm acesso os “donos do partido”, inclusive naquela ocasião o tesoureiro do partido informou publicamente, junto ao presidente a minha regularidade financeira. Mas fizemos o registro no diretório estadual, obedecendo seus prazos, como provam os e-mails trocados neste período.

Arquitetou-se aí um novo processo de ataques, quando, na sede pelo poder e para me tirarem da disputa, promoveram traições, brigas entre casais, conflitos familiares e coação de pessoas, numa sequência horrenda de repetição da velha política de sempre, dessa vez com roupagem jovem. Me excluíram de grupos, não me deixaram administrar outros e, ontem, publicaram o último e mais baixo golpe: me tiraram da disputa, divulgando documentos em redes sociais, sem nenhuma conversa interna, sem nenhum respeito à democracia. Vejo, realmente uma resistência para continuar manipulando o povo payayá, para que as práticas autoritárias, hierarquizantes e verticalizadas sejam as mesmas, para que os rostos que controlam o partido sejam os mesmos, vestidos em pele de renovação. Passam horas fazendo postagens infelizes, perturbam a paz de quem está, de fato trabalhando e ainda me chamam de personalista.

Atualmente, urge a necessidade de que nosso sistema interno reveja sua forma organizativa, com nitidez, já que o mesmo é permeado de vícios e déficits de legitimidade, igualdade e transparência, opiniões essas sempre apontadas por filiadas e filiados.

Não há maldade pior do que provocar conflitos familiares em casas que têm idosos, em casas onde filhos precisam assistir a cenas desconfortáveis de disputa política. Trago o desejo de fazer política honesta no sangue que herdo de meu pai.

Sou mãe e sou filha, tenho muito amor por Jacobina, mas tenho amor primordial pelos meus pais, pela minha família. Sempre fui de estar próxima das pessoas, de abraçá-las, de ajudar, de orar, de cuidar e de brincar sempre que possível. Estarei sempre do lado do povo na hora de resolver seus problemas, conviverei sempre respeitando as ideologias e opções partidárias. Gosto de política, estarei sempre buscando projetos importantes para nossa Jacobina e região, e para o nosso povo.

Por isso, continuaremos com a nossa chapa RENOVA PT 440 na Estadual e “MUDA PT” na municipal, ainda em recurso, com Gilberto Modesto, Luciano Vieira e todas as companheiras e companheiros por quem tenho um grande respeito e apreço. Sei que as adversidades nos fortalecem e é com essa resiliência, gratidão e humildade que peço desculpas à população por ter de assistir a dura realidade a que a nossa cidade e nosso país estão sendo submetidos. Deixo a pergunta para a população: por que tamanha disposição para me boicotar enquanto liderança? Por que tamanha dificuldade em lidar com nossas conquistas??

Fui covardemente impedida de seguir com minha candidatura à presidência de um partido, mas não serei impedida de seguir pré-candidata à Prefeita de Jacobina. Na minha ética, pelos valores democráticos e seguindo pelo caminho por onde não transita a hegemonia, tenho certeza de que colherei os melhores frutos. Não vão me calar com posts agressivos nas redes sociais. Sigo forte e contando com o apoio de todas as mulheres e homens que, realmente, desejam ver a mudança em jacobina.

SAUDAÇÕES, 

 KÁTIA ALVES

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