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“Comemorar os 300 anos de Jacobina não será um evento de vaidades, será um reconhecimento histórico”, aponta José Marcelino da Silva

Empresário José Marcelino Neto

Ao comentar a proposta em debate na Câmara Municipal de Vereadores sobre a revisão da data de fundação da cidade de Jacobina, o   jovem empresário José Marcelino Neto afirma que “resgatar a história de Jacobina e naturalmente de quem a constitui é sobretudo resgatar a história e as raízes de seu povo, nossa gente”.

Para José Marcelino Neto, “comemorar em 2022 os 300 anos de Jacobina não será um evento de vaidades ou destacamentos pessoais, será o reconhecimento para com jacobina e sua gente por tanto tempo de história e contribuição para o desenvolvimento regional, estadual e nacional ao longo destes anos”.

José Marcelino Neto é filho do empresário e ex-vice-prefeito Marcos Macelino, neto do ex-prefeito José Marcelino e sobrinho da saudosa pesquisadora e escritora jacobinense Suzana Alice Marcelino da Silva Cardoso, que deixou vasta obra sobre a história e cultura da nossa cidade.

Veja abaixo a opinião de José Marcelino Neto:

“Resgatar a história de Jacobina e naturalmente de quem a constitui é sobretudo resgatar a história e as raízes de seu povo, nossa gente. Independente de crenças, omissões e convicções religiosas de cada um, temos estampadas em nossas centenárias Igrejas (Missão, Nossa Senhora da Conceição e Matriz)  suas respectivas datas de conclusão de suas edificações, provando então, a existência do povoamento e qualificação de Jacobina como cidade, ainda muito tempo antes. Ainda falando das Igrejas temos um fato curioso: por que tanta evidência a São Benedito se o padroeiro de Jacobina é Santo Antônio? Naquela época, 300 anos atrás, os portugueses que aqui chegavam e particularmente destaco essa família por ser neto de Nelly Teixeira Valois Coutinho, os “Teixeira” que foram inicialmente portugueses, mercadores, que aqui chegaram para explorar a riqueza dantes descoberta pelos jesuítas e bandeirantes, fazendo uso, até mesmo, da mão de obra indígena, os nossos Payayas. Desta forma os “Teixeira”, assim como outros portugueses que aqui chegavam, empreendiam e povoavam, entre outros imigrantes ou até mesmo patrícios nossos, de predominância caucasiana branca, não admitiram São Benedito como nosso padroeiro, e era ele o padroeiro da paróquia de jacobina, pois não se poderia ter um padroeiro, que apesar de português, é um santo negro, culminando então na destituição do mesmo da condição de patrono das igrejas de Jacobina sendo substituído por outro também português, nesta feita branco assim como os aqui se radicavam, o Santo Antônio. A exploração tricentenária das riquezas minerais e naturais de nossa cidade ou até mais do que tricentenária, lá onde não se tem evidentes e comprobatórios registros, fez de Jacobina em curto prazo uma cidade constituída, onde se movimentava um alto numerário em razão da comercialização de sua riquezas e desta forma já uma sociedade organizada, vindo a ser inclusive cidade de atividade mercantil enquanto ponto de parada na viagem entre a capital, Rio de Janeiro, e Salvador pois aqui se fazia escambo, se carregava o ouro para a Coroa abasteciam-se de água e alimentos, tendo sido inclusive em Jacobina a primeira manifestação em favor da Independência do Brasil, depois de proclamada no mês de setembro em São Paula, no dia 24 de outubro de 1822, data esta que deu nome por muitos anos a importante Rua no que toca o comércio, moradias e tráfego de veículos, a tão conhecida Rua Manoel Novaes. São apenas fatos curiosos que nos remetem à história, nos remetem à raízes e nos impulsionam a buscar evidências que de fato nos conduzem ao convencimento de que Jacobina, antes de sua emancipação política em 1880, já era sim, em tese e em relevância, e sobretudo por sua sociedade constituída, um município. Dada sua importância no tempo e na história, é de suma importância para o jacobinense e sua identidade, o resgate de todo e qualquer registro que nos atestem sermos membros de uma sociedade em um município de aproximadamente 300 anos ou até mesmo mais do que isso se assim puder ser comprovado. Comemorar em 2022 os 300 anos de Jacobina não será um evento de vaidades ou destacamentos pessoais, será o reconhecimento para com jacobina e sua gente por tanto tempo de história e contribuição para o desenvolvimento regional, estadual e nacional ao longo destes anos. Uma presente à Jacobina, cidade de tantos filhos, natos, concedidos e demais que se intitulam por coração, amada por sua gente e por quem aqui passa, por sempre dispor de suas riquezas e continuar sendo uma referência histórica sendo citada nos mais diversos arquivos públicos dos centros históricos da Chapada Diamantina, como por exemplo na cidade de Rio de Contas, portal da chapada pelo circuito sul. Que seja Jacobina agraciada com mais esse reconhecimento, nossa cidade que tanto nos fornece riquezas de diversas naturezas, além de atestar assim para as futuras gerações sua real relevância no contexto histórico e para o desenvolvimento em diversos setores, relevância esta que até a contemporaneidade é retratada”.

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