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Vereador cobra contratação de mão de obra local por empresas de energia eólica em Jacobina

Pastor Jairo Ribeiro (PL) discursou na Câmara Municipal e afirmou que a população exige respostas sobre o preenchimento de vagas operacionais e de apoio por trabalhadores de fora da cidade.

O uso de mão de obra local pelas empresas que estão se instalando em Jacobina — especialmente no setor de energia eólica —, voltou a ser o centro dos debates na Câmara Municipal. Durante a última sessão, o vereador Pastor Jairo Ribeiro (PL) subiu à tribuna para ecoar uma cobrança que, segundo ele, vem diretamente das ruas do município.

Em seu pronunciamento, o parlamentar cobrou responsabilidade tanto das empresas privadas quanto do poder público municipal.

“Existe um sentimento nas ruas que precisa ser ouvido. Quero aqui hoje fazer um chamamento não apenas às empresas, mas também ao poder público municipal. Antes de qualquer coisa, é preciso agir com responsabilidade”, declarou o vereador.

O parlamentar ressaltou que, embora o desenvolvimento da região seja bem-vindo, o impacto social e a falta de oportunidades para os moradores locais têm gerado grande preocupação e questionamentos por parte da comunidade.

“A contratação de profissionais de fora pelas empresas que vêm se instalando na cidade de Jacobina, especialmente no setor de energia eólica, isso tem nos preocupado muito”, pontuou. “As pessoas têm nos pedido uma resposta acerca do que está acontecendo. Nós não podemos fazer um discurso contra o desenvolvimento, mas a voz que ecoa nas ruas, nos bairros e, principalmente, na esperança do nosso povo, precisa de muita atenção de nossa parte.”

Ribeiro argumentou que, uma vez que os impactos ambientais e estruturais dos empreendimentos ocorrem no território de Jacobina, a contrapartida social com a geração de emprego deveria priorizar a população local.

“O povo pergunta sempre: ‘Se os parques estão sendo instalados aqui, se os impactos acontecem aqui, se as estradas são usadas aqui, se a economia local gira em torno desses empreendimentos, por que muitos trabalhadores de Jacobina ainda ficam de fora?'”, questionou o edil.

O vereador ponderou que a vinda de profissionais de outras regiões é compreensível quando se trata de cargos de alta especificação técnica. No entanto, ele enfatizou que a insatisfação popular reside no preenchimento de funções administrativas, operacionais e de serviços gerais por pessoas de fora.

“O que a população não aceita, e eu compreendo esse sentimento, é ver vagas de base, funções operacionais, administrativas, de apoio logístico e serviços gerais sendo preenchidas sem a priorização da mão de obra local”, criticou. “O que ninguém consegue aceitar é ver vagas simples, vagas operacionais, vagas de apoio, sendo preenchidas sem olhar primeiro para quem mora aqui, nesta cidade, neste município.”

Apoio unânime no plenário

O posicionamento do Pastor Jairo Ribeiro encontrou forte eco entre os colegas de parlamento. Durante o discurso, todos os demais vereadores presentes na sessão apartearam o orador para manifestar total concordância com a cobrança. Os parlamentares relataram que também têm sido frequentemente abordados por cidadãos que buscam uma resposta e uma postura mais firme do poder público diante do problema.