Jacobina

Estudante Nina Montenegro morre após 18 dias internada em UTI em Jacobina; família cobra esclarecimento sobre o caso

Nina foi encontrada desacordada na madrugada de 17 de junho e familiares suspeitam que ela tenha sido vítima de um episódio de consumo forçado de bebida alcoólica.

A estudante de História Nina Montenegro Rios da Silva morreu neste domingo (5), em Jacobina, após permanecer 18 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Vicentina Goulart. A jovem estava hospitalizada desde o dia 18 de junho, depois de ser encontrada desacordada na Rua Dom Pedro, no bairro da Serrinha, durante a madrugada do dia 17. A notícia da morte provocou profunda comoção entre familiares, amigos, colegas de universidade e moradores da cidade, que passaram os últimos dias acompanhando, com esperança, a luta da estudante pela vida.

Segundo a família, Nina foi localizada caída por volta da 1h da manhã e socorrida pelo próprio irmão para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas, onde apresentava um quadro de vômitos. Em razão da gravidade do estado de saúde, ela foi transferida para o Hospital Regional, onde passou por diversas intervenções médicas. Apesar dos esforços da equipe de saúde, o quadro clínico se agravou progressivamente, e a estudante não resistiu.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jacobina. A família suspeita que Nina tenha sido vítima de um grupo de jovens que teria insistido para que ela consumisse grande quantidade de vodca, provocando um quadro de coma alcoólico. Ainda conforme os familiares, ela teria sido levada do bairro da Missão, onde o grupo estava reunido, até o bairro da Serrinha, local onde foi encontrada desacordada. Diante das circunstâncias, os parentes cobram uma investigação rigorosa da Polícia Civil para esclarecer os fatos, identificar todos os envolvidos e responsabilizar eventuais autores.

Nina trabalhava no Centro de Idosos de Jacobina e era filha da professora municipal Simone Montenegro e do guarda civil municipal Ivanilton Melo da Silva. Descrita por amigos e colegas como uma jovem dedicada, gentil e cheia de sonhos, sua morte deixa um sentimento de dor e indignação. O caso mobiliza a sociedade jacobinense, que aguarda uma resposta das autoridades para que as circunstâncias da morte sejam totalmente esclarecidas e episódios semelhantes não voltem a se repetir.