Jacobina: Câmara aprova pedido do vereador Aloísio e cria Comissão para investigar imóveis

Antigo Matadouro nunca foi inaugurado e virou elefante branco
Após verificar a grande quantidade de imóveis adquiridos pela municipalidade nas últimas três décadas para realização de projetos diversos e que nunca se concretizaram, causando prejuízos significativos ao erário, o vereador Aloísio Sales Queiroz (PDT) resolveu investigar essa situação e constatou um quadro de completo abandono desse patrimônio imobiliário pertencente à prefeitura. Pelos cálculos iniciais do vereador, se somados esses imóveis abandonados no perímetro urbano e periférico da cidade deve ultrapassar a mais de R$ 20 milhões em valores presumíveis.

Terreno comprado para ser o parque da cidade vira depósito de lixo
Com a anuência do Poder Legislativo, gestões passadas foram adquirindo terrenos nas cercanias da sede do município sob as mais diferentes alegações e justificativas, sempre arguindo a necessidade de construções de prédios e instalações para melhorar serviços a serem ofertados à população. Entretanto, a maioria dessas autorizações sequer chegou a ter início das suas obras. É o caso do Parque Metropolitano de Jacobina, proposto pelo então prefeito Leopoldo Passos na década de noventa, mas que nunca saiu do papel. O terreno foi pago com recursos do tesouro municipal e, duas décadas depois, continuou servindo de pasto para animais vadios.

Antigas instalações do Colégio Agrícola de Jacobina; atualmente abandonadas
Outro grave sinal do desperdício do dinheiro público também se verifica nas instalações do antigo Colégio Agrícola de Jacobina, abandonada há quase duas décadas com a extinção de seus cursos e consequentemente o completo abandono do imóvel, atualmente sendo depreciado pela falta de manutenção e segurança. “Às vezes penso que tudo isso deveria ser motivo para o Ministério Público ajuizar ações de crime e responsabilidade contra quem de direito”, salienta o vereador Aloísio Queiroz. Essa mesma situação é constatada nas obras que seriam de matadouros da cidade, igualmente iniciadas, mas nunca concluídas pelos seus antigos gestores responsáveis, embora o município tenha despendido recursos do tesouro para adquirir esses terrenos em áreas de grande valor ambiental.
Mas a quantidade de imóveis que geraram desperdício do dinheiro do contribuinte vai mais além. Adquiridos com fins específicos, outros dois terrenos próximos ao terminal rodoviário da cidade acabaram tendo finalidades distintas daqueles justificados pelo Executivo. Em área nobre do perímetro urbano, o imóvel que abrigaria o Mercado do Produtor acabou sendo doado para construção de órgãos federais e de classes, longe de seus objetivos iniciais, apesar da importância desses organismos em nossa cidade. “É preciso que a Câmara de Vereadores faça o seu papel de controlar e fiscalizar o patrimônio do contribuinte, que não pode doravante ficar à reboque de situações como essas”, afirma o edil Aloísio Queiroz. Para o vereador, esses imóveis devem ter destinação, recuperação e finalidades a serem descritas pela atual gestão. “Precisamos dar respostas à sociedade, afinal fomos eleitos para isso”, diz o parlamentar. Fotos: Reproduções
