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Maria Marighella se solidariza com famílias atingidas por incêndio entre Caém e Jacobina e defende reforço às brigadas comunitárias

A ex-presidenta da Funarte e candidata a deputada federal Maria Marighella (PT) manifestou solidariedade às famílias atingidas pelo incêndio de grandes proporções que avança pela serra entre os municípios de Caém e Jacobina, no Centro-Norte da Bahia. As chamas já atingiram uma extensa área de vegetação, ameaçam nascentes importantes da região e mobilizam bombeiros e brigadistas voluntários no combate ao fogo.

Além da preocupação com a preservação ambiental, Maria chamou atenção para o impacto direto sobre as comunidades que vivem na região.

“Acompanho com muita apreensão o que está acontecendo na serra entre Caém e Jacobina. Não é só uma questão de vegetação queimando. São cerca de 500 famílias vivendo na região atingida, e nascentes importantes, como as do Rio Caém e do Riacho da Prata, ameaçadas”, afirmou.

Maria também está acompanhando a situação junto a lideranças da região e colocou sua equipe à disposição para auxiliar na articulação das demandas mais urgentes das comunidades atingidas.

Para a candidata, neste momento, a prioridade é fortalecer a resposta à emergência e garantir assistência às pessoas afetadas pela fumaça e pelo avanço das chamas.

“Neste momento, o mais urgente é reforçar o combate direto às chamas e chamar atenção para a necessidade de assistência imediata às famílias da região, com apoio de saúde para quem foi exposto à fumaça e acompanhamento da Defesa Civil”, destacou.

Maria afirma que o incêndio também precisa servir de alerta para a preparação da Bahia diante das condições climáticas previstas para os próximos meses.

“Esse incêndio não pode ser visto como um caso isolado. Estamos sob influência de um El Niño muito forte, os padrões de chuva no Nordeste serão alterados, prolongando o período de estiagem. O período seco na Bahia está provavelmente apenas começando e temos que ficar atentos. O risco de novos incêndios deve permanecer alto”, alertou.

Para Maria, além do monitoramento e da prevenção, uma das prioridades deve ser garantir estrutura para as
brigadas voluntárias e comunitárias de prevenção e combate a incêndios florestais que atuam diretamente nos territórios. A candidata defende que esses grupos tenham equipamentos e condições adequadas para atuar tanto na prevenção quanto na resposta rápida aos focos de incêndio.

“Precisamos agir agora para controlar o fogo, proteger as famílias, nossas nascentes e a biodiversidade, mas também nos preparar para o que pode vir pela frente. Isso passa por garantir estrutura, equipamentos e condições de atuação para as brigadas comunitárias, que conhecem esses territórios e têm um papel fundamental na prevenção e no combate aos incêndios. Prevenção, monitoramento e capacidade de resposta precisam caminhar juntos”, concluiu Maria.