Jacobina

Marujada participa do III Encontro de Cheganças da Bahia

A Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira agita a cidade de Saubara/BA, uma pequena cidade do recôncavo baiano, que realizou nos últimos dias, 07 e 08, a terceira edição do Encontro de Cheganças da Bahia. A marujada de Jacobina realizou uma belíssima apresentação pelas ruas da cidade.
Os marujos da Cidade do Ouro receberam total apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e da diretoria de Cultura, os quais se fizeram presentes no encontro.
O Encontro de Cheganças da Bahia, em sua terceira edição, é um dos mais importantes espaços para o fortalecimento da cultura popular na Bahia. Todos que participam diretamente reconhecem a magnitude que esta manifestação para a Cultura Nacional.
A Iniciativa foi premiada no Edital de Concurso Publico nº 01/2014 – PRÊMIO DE CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS”, realizado pela Fundação Cultural Palmares e Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural/MinC” e conta também com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia e do Centro de Culturas Populares e Identitárias- CCPI, através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia por meio do Edital nº 11/2013 – Culturas Populares.
Patrimônio Cultural – Em 2013 foi feito pela Associação Chegança dos Marujos Fragata Brasileira o pedido de Registro dos grupos como Patrimônio Cultural da Bahia. O processo foi aberto e está em andamento. Encontra-se em fase de estudo e elaboração do dossiê para inscrição no Livro de Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas.
A Chegança ou Marujada é considerada uma “dança dramática”. Essa expressão foi popularizada por Mário de Andrade e é o nome genérico com que os folcloristas brasileiros designam os grandes bailados populares que se baseiam num assunto e tem na sua maioria, partes faladas e representadas, como é o caso das Cheganças e Marujadas.
Grande número das nossas danças-dramáticas dividem-se estruturalmente em duas partes bem definidas: um cortejo coreográfico, com que o grupo representador se locomove pelas ruas, ao som de cantos vários habitualmente chamados de cantigas e uma parte dramática, entremeando elementos falados, danças e cantos, geralmente chamada de embaixadas. Entre as peças do cortejo, ou não-dramáticas, figuram tradicionalmente louvações, despedidas e cantos de marcha. Os bailarinos-atores são dirigidos por um chefe, quase sempre denominado Mestre que além de orientar o conjunto, representa, na maioria dos casos, um dos principais papéis. (Alvarenga 1955 p9).

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