Rafael Mesquita afirma que excesso de candidaturas pode prejudicar representatividade regional

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (27) à Rádio Jaraguar, o pré-candidato a deputado estadual e presidente municipal do PL, Rafael Mesquita, subiu o tom ao comentar sobre os bastidores da política jacobinense e a pulverização de candidaturas na região. Durante o bate-papo com os apresentadores Cleiton Luz e Rafael Nobre, o pré-candidato foi confrontado com o questionamento de um ouvinte sobre se o expressivo número de nomes na disputa em Jacobina não atrapalharia a eleição de um representante local.
Para Dr. Rafael, o cenário exige determinação. “A coragem é a principal das virtudes, pois sem a coragem você não consegue nenhuma outra”, afirmou, citando a sabedoria grega.
Ao ser questionado sobre as dificuldades que enfrentou desde que teve seu nome lançado para assumir o partido, ele não escondeu os embates internos e revelou que o caminho foi marcado por desafios. “O que foi de rasteira que eu tive que me livrar quando colocaram meu nome para poder assumir o partido”, desabafou. Diante da reação dos apresentadores, ele reiterou: “O que não falta [são rasteiras], mas isso é da política. Quem começa a entrar na política sabe que vai lidar com egos, com vaidades, com projetos de poder pessoal.”
Sobre a tese de que o excesso de candidatos locais enfraquece a representatividade da região e pulveriza os votos, Dr. Rafael ponderou que a legislação atual permite que cada partido lance até 64 candidatos, o que naturalmente descentraliza o processo. No entanto, ele apontou a falta de maturidade e união como o verdadeiro problema.
“Lógico que às vezes falta um pouco de entendimento, de diálogo e de inteligência de saber que, se dentro de uma região existe um nome que está mais bem posto, mais adiantado, que pudesse haver diálogo e coadunar em torno disso”, avaliou.
O pré-candidato também criticou a posturas que considera oportunistas dentro do pleito eleitoral, afirmando que muitos entram na disputa sem um propósito coletivo real. “Infelizmente, às vezes tem gente que serve a propósito de um cacique político para poder chegar a um determinado objetivo mais na frente. Tem gente que entra na política às vezes só para receber o dinheiro do fundo eleitoral… fica morto o tempo todo e, quando chega na campanha, piso o pé no acelerador”, declarou.
Apesar dos entraves e dos interesses particulares que orbitam o cenário eleitoral, Rafael Mesquita garantiu que sua caminhada segue firme, guiada por propósitos que vão além das costuras partidárias. “Quando seu comprometimento é primeiro com Deus e depois com os seus valores, isso aí [as rasteiras e vaidades] fica com certeza em segundo plano. Eu sei que farei o melhor”, concluiu.
