Teixeira Sobrinho inicia tratamento de paciente com Fabry

O Hospital Municipal Antônio Teixeira Sobrinho (HMATS), de Jacobina, capacitou nesta segunda-feira, 31, colaboradores para o uso da medicação (algasidade beta) utilizada no tratamento da Fabry. No mesmo dia a dona de casa D.O.M.F, de 56 anos, deu início ao tratamento na unidade.
Rara e de difícil diagnostico, a Fabry é hereditária e causada por uma deficiência de enzima que compromete os principais órgãos do corpo humano como o coração e rins e o sistema cérebro-vascular. Veja sintomas baixo.
De acordo como médico nefrologista, Cassiano Augusto Braga Silva, especialista em Fabry que veio da cidade de Feira de Santana para capacitar colaboradores do HMATS, o erro no metabolismo ligado ao Cromossomo X afeta uma em cada 40 mil pessoas. “Como é uma doença ligada ao Cromossomo X, todas as filhas de um paciente homem terão a doença e nenhum dos seus filhos. Já na mulher, a chance é 25% para os filhos de ambos os sexos”, explica.
Os sintomas geralmente se iniciam na infância, mas podem se manifestar na adolescência ou na fase adulta. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor a qualidade de vida do paciente. Ele também esclarece que a doença se manifesta mais severamente no sexo masculino. As mulheres são acometidas quase que na mesma proporção que os homens, só que com sintomas atenuados.
No sexo masculino o diagnóstico é feito por meio de pesquisa da atividade da enzima em algumas gotas de sangue. Já no sexo feminino o diagnóstico consiste em realizar uma avaliação genética na árvore genealógica da família. O teste do pezinho não diagnostica a Fabry.
Início de tratamento
No mês em que completa dois anos realizando o tratamento da também rara Mucopolissacaridose (MPS), o HMATS inicia o tratamento da Fabry. A reposição de enzimas acontece a cada 15 dias, em sessões que podem variar de 1h e 30 minutos a 4h e 40, necessárias para a melhorar a qualidade de vida do paciente e interromper a evolução da doença.
A paciente D.O.M.F a partir de agora será tratada na cidade, o que trará mais comodidade e conforto, evitando que a mesma se desloque para grandes centros o que é bastante desgastante fisicamente e acarreta estresses.
Triagem nos pacientes da Hemodiálise
Cerca de 0,5 dos pacientes em hemodiálise do sexo masculino são portadores de Fabry. Esta constatação faz com os profissionais desta área tenham um olhar diferenciado e mais cuidadoso com os seus pacientes.
Em 2013, todos os pacientes homens da Clínica de Hemodiálise do HMATS fizeram o teste de dosagem enzimático e nenhum positivo para Fabry. No próximo ano todos os novos pacientes, que iniciaram o tratamento após esta data, farão o teste. O teste de dosagem enzimática só precisa ser feito uma vez na vida.
