Segurança

Ciclistas reclamam da falta de manutenção na BA Jacobina/Miguel Calmon

Ciclistas  reclamam do mato alto, falta de acostamento e de placas de sinalização 

Jacobina é uma das cidades baianas onde mais cresce um número de ciclistas, no entanto, quem passa pela região reclama da falta de segurança nas estradas que cortam o município.

Um exemplo mais claro dessa situação está na BA -131, que liga Jacobina a Miguel Calmon, onde a falta de manutenção praticamente inviabiliza o tráfego de biciclista. “O mato é muito fechado. Não dá nem para ver a pista. Está muito perigoso”, protesta o ciclista Júlio Cézar.

A falta de espaço para pedestres e ciclistas trafegarem também é a reclamação do pintor Antônio Araújo de Oliveira. Diariamente ela percorre um trecho da BA-131 para ir trabalhar em Jacobina. Diz que tem medo de ser atropelado: costuma andar com a bicicleta no sentido contrário ao do fluxo de veículos para enxergá-los se aproximando.

“É bem complicado, tanto pra mim quanto para o povo todo. Bastante gente passa por aqui, inclusive crianças. O risco de atropelamento é muito grande”, observa.

Recuperada em 2014, com investimento orçado em R$ 12,7 milhões, a BA-131 deveria passar constantemente por manutenção, conforme ficou assegurado pelo Governo do Estado, que assinou um seguro de conservação da via com a empresa construtora até 2019.

Porém, na ausência do Governo do Estado, caberia as prefeituras de Jacobina e Miguel Calmon fazerem, pelo menos, a roçagem do mato nas margens da estrada, mas, nem isso vem acontecendo.

Nesta terça-feira (3), uma ciclista morreu após ser atropelada por um ônibus da empresa Transoares na Avenida Fraga Maia, em Feira de Santana.

Em nota divulgada à imprensa, líderes de ciclismo Bahia, Sergipe e Alagoas, do qual fazem parte vários jacobinense, protestaram contra a falta de segurança. Veja nota abaixo:

NOTA DE REPÚDIO

Morreu agora pela manhã mais uma ciclista. Maria Ivonete Santos da Silva, 57 anos, e o ônibus seguiam no mesmo sentido, por volta das 7h na Avenida Fraga Maia em Feira de Santana. O ciclismo da Bahia está de luto, até quando vamos ver notícias como essa? Sempre envolvendo carros de grande porte principalmente ônibus. Não temos vias exclusivas para ciclistas nos centros das cidades, não temos o direito da preferência sobre os demais veículos garantidos, os motoristas não respeitam a distância mínima garantida por lei que é de 1,50m. E nesse caso, mesmo a ciclista tendo falhado, se a lei fosse cumprida em qualquer um de seus aspectos protetivos talvez a ciclista estaria viva. Temos quase mais de 100 grupos de ciclismos na Bahia e toda a nação ciclista na Bahia através de seus líderes estão INDIGNADOS com mais uma ocorrência deste tipo e queremos aqui manifestar o nosso repúdio as autoridades e os motoristas que não valorizam e nem priorizam a vida nesse Transito infernal onde o que vale é o MAIOR.

Atenciosamente,

Lideres de ciclismo Bahia, Sergipe e Alagoas.

 

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